sexta-feira, 3 de junho de 2016

Quisera entender-te


Quisera entender-te
Nas palavras soltas
E nos poemas lançados
À rosa dos ventos
Nas tépalas caídas
No outono das memórias…

Quisera entender-te
No olor suave de jasmim
Inebriante brisa…
de cintilantes ondulações
Que fez morada em mim

Quisera entender-te
Na voracidade da flecha
Mágica… e terna
Rasgando meu corpo
Na doçura do tempo

Que seja no silêncio
E na ausência…
No suspiro entrecortado
E nesse intervalo
Eu seja eu... em ti

Movimento do sonho (Edição de imagem da autora)


Quisera entender-te
Nas palavras soltas
E nos poemas lançados
À rosa dos ventos
Nas tépalas caídas
No outono das memórias…

Quisera entender-te
No olor suave de jasmim
Inebriante brisa…
de cintilantes ondulações
Que fez morada em mim

Quisera entender-te
Na voracidade da flecha
Mágica… e terna
Rasgando meu corpo
Na doçura do tempo

Que seja no silêncio
E na ausência…
No suspiro entrecortado
E nesse intervalo
Eu seja eu... em ti
E te entenda…
Tu... em mim.

No olhar

Nas asas da rosa (Foto original da autora)


A verdadeira felicidade

encontra-se num ponto

invisível do ser.

Todos o têm...

Mas nem todos o sabem,

enquanto no olhar

a superfície brilhar,

enquanto não souberem

para dentro ver.









A natureza é perfeita

Se eu o mundo pudesse inventar,
não seria eu real...
O mundo teria de se reinventar...




Cumplicidades naturais (Foto original da autora)


Se eu o mundo pudesse inventar, não seria eu real...
O mundo teria de se reinventar.






(Foto: directamente do meu olhar sem corantes nem conservantes ou adições)

quinta-feira, 2 de junho de 2016

Despedida

Preparando a despedida (Foto original da autora)



Divagando..
.
Simples coração que na água se dissolve
em bolhas e raios dispersos em rios de ilusão
tão cheios do tudo no fluido instante.
Ramos quebrados na maré
das margens do esquecimento
que alumia o fogo da paisagem deserta de gente,
apenas se vêem acesas labaredas
memórias despidas de corpo
bombeando liquefeito coração.

quarta-feira, 1 de junho de 2016

NO DIA DA CRIANÇA, O POEMA CHORA

Chora o Poema (Dia da Criança)

Gostava de escrever um poema
Que falasse da inocência,
Da alegria da brincadeira,
Do olhar de espanto
Na descoberta da cor
De uma pequena flor,
Do olhar em perseguição
De uma borboleta a voar
Nos braços estendidos ao sol
Para a tentar apanhar…
No deslumbramento das estrelas
Que da janela espreita
Numa noite de luar…


Como poderei colocar
Um sorriso ao poema
Se ele insiste em pedir
Que o ponha a chorar
E o leve para alto mar
Para nele se diluir em pesar

Quando milhões de crianças
Atravessam no mar as brumas
Da fome e da guerra
Numa fuga sem nome…
Uns serão flores eternas,
Farão um jardim no fundo do mar,
Outros viverão em tendas sem lar…
Nem lugar… onde crescer...
Em flor.

Outros serão o que Deus quiser.



Menino refugiado (Imagem Google)