Rios da saudade
Auscultei a ode dos sentidos
de obtusos sons inflamados.
Estrondosas luminescências se acenderam
Crispando a pele que me cobria.
Clareei o mundo na alma
Quando os olhos se me turvaram
Estagnados no afluente de muitos rios.
Distantes memórias submergiram
Levantando ondas de outra vida.
Ressurreição imortal e perene
Que permanece no coração do mundo.
A chama que não cala a lucidez
E que dá coragem à sensatez,
A luz que não se apaga ao contratempo.
Neste tempo em que não há tempo
Para
ter tempo de pensar com polidez.