| Pérolas minhas. |
Do sangue vertido das pedras
Em cada pé fiz um cálice
Do tempo a sua medida.
...
Dão-me calor e conforto
Nas tempestades
do inverno
Que ensombra a
memória.
...
E no verão não
deixam
Abrandar a ternura
De pisar a areia
branca
De uma praia molhada.
...
Docemente me levam
À vida com frescura
...
Como quem anda
Por cima das águas.
…
Meu corpo assenta em
duas pérolas
Que deslizam sobre
as pétalas.