terça-feira, 31 de outubro de 2017

Outono do perdão

Secam ao vento
Derramadas águas da paixão
E a alma sofrida repousa
No sentir outonais brisas do perdão.

segunda-feira, 30 de outubro de 2017

Sorriso-amor

Um botão desabrocha flor
Da cor do céu antecipado
Seiva nova no sorriso-amor

Incertezas


Como da terra quando brota o rebento
E se não for duna ou plano o deserto

O silêncio incendeia a fenda sedento
Donde irradia clara a luz para o incerto.

quinta-feira, 26 de outubro de 2017

Seara d´amor

Esplendorosa seiva a chama / De amor o coração se deleita / e nas sementes a seara acama.





Foram botão e broto, foram verdes de destino

Do sol absorveram a seiva sem perderem o tino.



No maduro fruto polinizado em mística labareda
Danço no pó de ouro e prata o festim da sua queda,
Na leveza do tempo do já vivido e nada ter à espera.

Felizes os que aceitam insolúvel o declínio
E libam o sangue até à última gota
Sem perderem o equilíbrio.


Novas gemas do amor brotarão
Quando a seara iluminar a aurora noutra estação.
 






quarta-feira, 25 de outubro de 2017

Se quiseres fazer-me chorar

Foto original da autora deste blog






Se quiseres fazer-me chorar

Tens de sentir a minha dor.


Amar é sentir o belo e a dor alheia.


Da árvore a seiva é o sangue das tuas veias.
Sente-a na profundidade da alma que te envolve
E respira os aromas subterrâneos do seu corpo.

Com os braços estendidos às aves se oferecem
Simbióticas algemas a vida agrilhoam de infinito.  

Mas nas tuas mãos a sorte pega fogo
Duros golpes desferes no vício do jogo.

Secas todas as lágrimas que o amor fez nascente
E de cinza cobres o chão e de carvão nada sentes.