É do fogo a energia embalado no canto da sereia.
Magnético o seu olhar liquefaz o poder do mais forte,
Secando a fruta e a semente da
promessa de mesa cheia,
A loucura toma líquidas as línguas a
saciar toda a sorte.
Virá o tempo do desnorte da lua, perdida
no frio da madrugada.
Vileza e ganância serão desmembrados ossos de rendas sombrios.
A coruja cantará a rouquidão dos
gritos e a secura da ramada,
E a alma humana, outrora rica e soberba,
suave acalmará nos rios.
Não é do céu ou da terra da morte
esta chama mal-sã,
Nem o inferno se agita da maldição do
tempo traidor.
Porque maligna a serpente é da terra e
da boca a maçã,
O paraíso está longe no longor do traço
onde fica o amor.
