quinta-feira, 10 de dezembro de 2020

Atravessar o deserto

As reticências são as pontes para atravessar o deserto da dúvida... Duvidas de ti, de mim, Do que se diz e do que fica por dizer. ... as palavras valem menos do que o olhar... Mas nem do que vês queres acreditar acrescentando reticências e exclamações: Será assim...!!? Colocas pontos nas certezas do teu pensamento final e conclusivo, como se a única verdade fosse o teu pensar, sem reticências para outros lugares das dunas das tuas agrestes emoções. Mas se pensares fora de ti... E fora de ti sentires palpitar, Não duvides quando alguém chamar por ti...
Quando o amor por ti chamar.  

sexta-feira, 23 de outubro de 2020

 

Cada florescer tem o seu póprio tempo

 

 

Quando tudo for pó e pedra

Tem em mente uma coisa só

Não contes o tempo ou a espera

Porque o momento não chegou

Mas à primeira gota de orvalho

Numa clara noite de luar

Junta uma lágrima tua

À primeira estrela cadente

Verás, então, uma flor

Nascer do esplendor

Da tua prece.

quinta-feira, 9 de abril de 2020

Coronavírus esquizofrénico



Do isolamento, pensamentos positivos
planeta está menos poluído,
o mundo menos frenético.
O coronavírus é que está esquizofrénico.

O que era prioritário
ficou em segundo plano.

A ganância aprendeu outra lição
E o petróleo levou um trambolhão.

Então, aproveitemos como quem ama
os momentos de solidão
para meditar e descobrir o que nos une
dando ao corpo e ao espírito
o ar limpo da essência humana.

Fora das Janelas


Todos os lugares são meus
Aqui e além, fora das janelas
Todos os lugares são céus
Do que sou e os olhos umbelas.


quarta-feira, 25 de março de 2020

A fingir





Quando a vida é nada e a fingir quer ser,
talvez se acenda a palavra como vela a arder,
E a chama que falta  seja um gesto  por fazer

Que irradie a luz do amor que falta renascer.

terça-feira, 3 de março de 2020

Reversos.Luas

Gosto de poemas de amor, quando bem escritos.
Um poema com sabor a mel e aroma de jasmim. Que seja de inspiração para a alma e dê conforto ao coração... mas que não arrepie e vire maldição por quem o leia, nem atraia sentimentos de despudor.
Que seja lido por quem ame as palavras e lhes dê a dignidade no sentido mais poético ou real.
Quando souber escrever poemas de amor, saberei que de mim me libertei  e da nascente os versos serão finalmente rio e o rio será mar.





Tenho consciência de que pouco sei,
Nem me compete muitas coisas saber.
Ninguém sabe tudo nem certezas deve ter.
Ando perturbada com o que está a acontecer,
Alguma coisa errada e muito feia
Está no lume a arder.
Quantos não se vão arrepender
Do mal feito, por uns,
E de outros nada fazerem...
Para o mal deixar de arder.
Terra queimada,
Morte renascida
Mais rápido que a vida.




Se a vaidade pagasse imposto,
os políticos seriam os «Grandes Contribuidores»,
e o povo deixaria de pagar 
a charlatães enganadores.




O peso da solidão é proporcional à qualidade do pensamento.
Quanto melhor se pensa, menos pesada é a solidão.





Somos frágeis de mais na arrogância de sermos grandes, e quanto maiores queremos ser e o horizonte se alarga, menos somos do mundo e a vida não nos pertence.






De tanto quererem, os humanos não chegam a ser verdadeiros humanos conscientes do seu verdadeiro poder. Não sabem que quanto menos procurarem, mais encontram, livres da agitação de tudo querer ter.
Ser sendo no que fazem... com prazer.




Em Portugal e um pouco por toda a Europa, ou quiçá o mundo, os políticos eleitos são os que mais mentem e menos fazem pelos seus povos e pela vida, a culpa é de quem?
Poderá haver uma crise de pensamento a favor de um excesso de emoções, de acreditar no paraíso, numa tela de imagens e verborreia mental pintado por artistas, de teatro e microfone, que facilmente atraem públicos vulnerabilizados pela desorientação provocada pelas dificuldades da vida do dia-a-dia. 
A esperança não morre, mas as lutas dos que pensam com lucidez também não morrem.






Rebuscando memórias, reafirmo e acrescento:
Vários são os perigos que ameaçam a humanidade e o mundo neste momento. 
Em todos os tempos da História houve sempre algum perigo, aqui e ali, ameaças à integridade de algum segmento da humanidade, mas tão grave como agora, não (exceptuando, talvez, as duas guerras mundiais).

Os políticos de hoje, sobretudo os que têm peso no mundo, e nos respectivos países, são tão medíocres que estão a desequilibrar o planeta Terra e a fazer nascer ditadores camuflados de democratas e humanistas.

Deveria haver um limite para tudo, sobretudo para o enriquecimento. 
Nada é legítimo!!!
Considerem o desequilíbrio entre os mais ricos e os mais pobres e as armas que ameaçam uma possível 3.ª guerra mundial. 
O planeta está dividido e uma caldeira a ferver pronta a explodir.





A utopia virá um dia a deixar de o ser. 
E quando isso acontecer o mundo será outro e as consciências se abrirão.



Faço parte de um clube sem nome. 
Nunca militei nem registei nalgum partido. 
Não é uma questão de ter mais ou menos liberdade, na minha opinião. Falo por mim, consciente do antes 25 de Abril e do após. 
Vi como nasceram, como cresceram os partidos, e como o facciosismo é um veneno à liberdade, um perigo para a sociedade e a morte dos ideais, para não falar dos dirigentes partidários que foram, são e serão os governantes do país.
Sei que é um assunto polémico em «democracia». As aspas é para dizer que num país onde a justiça não funciona, não há democracia. A base que sustenta a liberdade e os deveres e direitos cívicos, o que rege a democracia, é a justiça. 

Ao contrário do que dizem os políticos, não é o direito de votar que define um regime. É o direito de votar e a liberdade e o respeito pelas leis, de preferência bem feitas e claras para qualquer cidadão as perceber, onde os deveres valem tanto como os direitos.






Crónicas, frases soltas, pensamentos. O que me trazem os dias.

Já fui rosa




Já fui rosa

Rosa doce
E viçosa.

O tempo
Era meu

E do sol
Amante seu.