sexta-feira, 22 de julho de 2016

Quando não é amor




Quando não é amor e o amor é ausência

 Quando é o instinto primária violência...




Mar de lágrimas (Foto original da autora)


Usa a seiva da inteligência

Contra o poder da força bruta

Desprovida de luz, negra fervência…

Vazio olhar no prolongamento do mar

Que arremessa nas rochas a energia acumulada

Sangrentos agravos nos veios da alma.



Utiliza a luz da sabedoria

que te protege das palavras-raios,

Setas envenenadas que atingem o remorso

prenúncio mortal da felicidade…

No centro vivificante de magia

Genuína necessidade existencial

Onde o amor se esconde e se renova.

sábado, 16 de julho de 2016

O Emigrado





                                                                              (Imagem Google)

De assalto noutra era emigrado
Mala carregada de esperança
Na noite ilegal levou afoitada
A família no bolso da segurança

A fome e a miséria no lar deixadas
Foram substituídas pela saudade
Num envelope de lágrimas pintadas
Marcadas em severa pontualidade

E o tempo passado poupando
Em séria regularidade no banco
E um dia vem sobre rodas andando
E a moradia constrói de solavanco

Generoso foi o tempo regado
De silêncio e longo sofrimento
Tempo do nada remodelado
Convicto do final do tormento

Chega a alegria na Primavera
Brilhando asas nos sorrisos cantos
Semearam todas as terras de eras
Culturas em tapetes de encantos

Chamava-se democracia
Chamava-se liberdade
Tudo o que o povo queria
Pão e mesa em igualdade

Vem o poder que tudo pode
De longo e negro manto vestido
Com artes de magia artrópode
Nos mais fracos, é sabido

Dizem que é para a grande nação
O dourado armazém fazem oculto
Laborando sem parar em comunhão
E intimidades com o jurisconsulto

É o tempo da fartura do tudo
Em que tudo é o todo permitido
E o povo no nada abarca mudo
Dualidade humana sem sentido

Morrem os fracos, sua condição
De fome até aos ossos corroídos
Andam pelas ruas da mendigação
Dormem no frio chão empedernidos

Da mochila os cérebros doutores
Com autorização legal e a pedido
No portátil levam as suas flores
A mudança e o rumo exigido
Loucos são os homens
Desesperados na loucura

Que procuram em vão

Cegos de tanta procura

sexta-feira, 15 de julho de 2016

O mundo precisa de flores

O mundo precisa de flores (Foto original da autora)

O mundo precisa de luz e de flores

Como o corpo precisa de pão

Na mesma medida,

Na mesma razão.

Só a natureza é perfeita

Superando os seus espinhos,

Em matizes mais fortes e coloridos,

Quanto mais adversos forem os caminhos.

O Homem que se engrandece na falsa expansão

Não sabe como a flor ama o sol, aguardando a hora certa

Para mostrar o seu amor, abrindo suas cores em esplendor

Em permanente mudança e evolução, sem idade, em dádiva e festa.

Ataque terrorista em Nice. Notícia e Opinião

Ataque terrorista em Nice - França, no dia 14 de Julho de 2016


Por Manuela Vieira da Silva

O meu mais profundo e sentido pesar pelas vítimas e familiares deste atentado, consternada pelo sucedido.
Enquanto o fogo de artifício ilumina a cidade de Nice, as pessoas estão na rua na Promenade des Anglais, num ambiente de festa e música, a celebrar o principal feriado nacional francês, o 14 de Julho, o Dia da Tomada da Bastilha e o fim da monarquia. Depois do Euro de Futebol, em que nada aconteceu, planearam marcar este dia de negro, um dia tão importante e especial para todos os Franceses.
Um franco-tunisino da terra, a conduzir armado num camião com material bélico pesado, ao que consta,vai de encontro àquele aglomerado de gente que se maravilhava com o céu em festa, provocando mais de 80 mortos e mais de 100 feridos, números revelados até agora nas notícias nos diversos meios de comunicação. O estado de alerta em França vai ser prolongado por mais 3 meses, anunciou hoje François Hollande.

Os terroristas devem ter feito um intervalo para verem o futebol, ou então a segurança era mais cerrada. A crueldade não tem limites.. Hoje não vou dizer «Je suis...». Começa a ser um déjá-vu, que pode acontecer em qualquer esquina, em qualquer dia, em qualquer hora, mas sobretudo pode acontecer onde houver festas e grandes aglomerados de pessoas. O terror cria o pânico e desestabiliza a sociedade em todas as suas vertentes.

Outras medidas devem ser tomadas... com urgência.
As Secretas devem deixar de ser secretas para as outras Secretas. Mais trocas de informação entre todos os países, com todos os meios disponíveis. Vai-se à Lua, vai-se a Marte, vai-se a Júpiter... satélites para tudo e mais alguma coisa, chega-nos informação do cosmos.... e... como é possível que as polícias do mundo não consigam controlar os terroristas que é em terra? Gastam-se milhares de milhões para segurar as economias dos desfalques e dos roubos.... e deixam morrer centenas de pessoas, e famílias inteiras com crianças em ataques terroristas de autêntica guerrilha.

quarta-feira, 13 de julho de 2016

O Mundo Precisa de Paz


Imagem net

Contra a indiferença...

O mundo precisa de paz,
aquela paz que elimina incertezas
e sentimentos de injustiça,
nas margens da raiva contida
em rios de ódio e sangue.

O mundo precisa de paz,
aquela paz que abre as flores
num dia de verão sem vento
que nem as árvores se atrevem
a balbuciar os seus rumores.

O mundo precisa de paz,
aquela paz que vibra no coração
melodias que fazem calar
as veias e adormecem a mente
num suave sonho de uma pomba.

O mundo precisa de paz,
aquela paz que desce no recém-nascido
depois do primeiro grito,
do primeiro nascimento,
depois de amamentado no primeiro leite
do primeiro sono de paz
da mãe que jaz no farto seio do parto.

O mundo precisa de paz…
Da minha… da tua… do vizinho.
Aquela paz que abre espaços
e serena encontros no caminho
no aroma das amoras dos silvados,
e das rosas caídas dos regaços.

Manuela Vieira da Silva