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Contra a indiferença...
O mundo precisa de paz,
aquela paz que elimina incertezas
e sentimentos de injustiça,
nas margens da raiva contida
em rios de ódio e sangue.
O mundo precisa de paz,
aquela paz que abre as flores
num dia de verão sem vento
que nem as árvores se atrevem
a balbuciar os seus rumores.
aquela paz que abre as flores
num dia de verão sem vento
que nem as árvores se atrevem
a balbuciar os seus rumores.
aquela paz que vibra no coração
melodias que fazem calar
as veias e adormecem a mente
num suave sonho de uma pomba.
O mundo precisa de paz,
aquela paz que desce no recém-nascido
depois do primeiro grito,
do primeiro nascimento,
depois de amamentado no primeiro leite
aquela paz que desce no recém-nascido
depois do primeiro grito,
do primeiro nascimento,
depois de amamentado no primeiro leite
do primeiro sono de paz
da mãe que jaz no farto seio do
parto.
O mundo precisa de paz…
Da minha… da tua… do vizinho.
Aquela paz que abre espaços
e serena encontros no caminho
no aroma das amoras dos silvados,
e das rosas caídas dos regaços.
Manuela Vieira da Silva

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