sexta-feira, 14 de outubro de 2016

Conversas Privadas com... O Poder Local

E foi assim… com o tempo, meses e anos seguidos, com tudo a acontecer à minha volta, eu sempre a cumprir os meus objectivos ou a tentar lá chegar, porque, quanto mais queria chegar a um destino, mais ele fugia… até que um dia o cérebro mandou-me parar pregando-me um susto de morte, impedindo-me de ler e, na sequência, de trabalhar. Aprendi novas técnicas de saúde e de meditação que pratiquei durante anos para ter energia para tudo fazer, ferramentas mentais e nutrientes orgânicos e espirituais, sem os quais não teria conseguido sobreviver, com a lucidez necessária para os desafios e a violência que surgiam no dia-a-dia, e continuei a trabalhar e a tratar de todos os processos que o meu vizinho intentava nos tribunais e na Câmara Municipal... Ao fim de 20 anos de processos em tribunal, acabou de dar entrada um novo, para «apagar», ou, melhor, abafar uma condenação de um processo cível que perdeu, na 1.ª e na 2.ª Instância, e no Supremo Tribunal, que ainda não cumpriu ao fim de um ano.


Livre-pensadora, iniciada na filosofia existencialista, após profundas vivências cristãs na corrente da Teologia da Libertação no seio do catolicismo progressista, senti-me na obrigação de ver, julgar e agir segundo as minhas convicções, quanto aos conceitos de Liberdade, Justiça, Paz e Verdade, Igualdade e Fraternidade.


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