E foi assim… com o tempo, meses e anos seguidos, com tudo a acontecer à
minha volta, eu sempre a cumprir os meus objectivos ou a tentar lá
chegar, porque, quanto mais queria chegar a um destino, mais ele fugia…
até que um dia o cérebro mandou-me parar pregando-me um susto de morte,
impedindo-me de ler e, na sequência, de trabalhar. Aprendi novas
técnicas de saúde e de meditação que pratiquei durante anos para ter
energia para tudo fazer, ferramentas mentais e nutrientes orgânicos e
espirituais, sem os quais não teria conseguido sobreviver, com a lucidez
necessária para os desafios e a violência que surgiam no dia-a-dia, e
continuei a trabalhar e a tratar de todos os processos que o meu vizinho
intentava nos tribunais e na Câmara Municipal... Ao fim de 20 anos de
processos em tribunal, acabou de dar entrada um novo, para «apagar», ou,
melhor, abafar uma condenação de um processo cível que perdeu, na 1.ª e
na 2.ª Instância, e no Supremo Tribunal, que ainda não cumpriu ao fim
de um ano.
Livre-pensadora, iniciada na filosofia existencialista, após profundas
vivências cristãs na corrente da Teologia da Libertação no seio do
catolicismo progressista, senti-me na obrigação de ver, julgar e agir
segundo as minhas convicções, quanto aos conceitos de Liberdade,
Justiça, Paz e Verdade, Igualdade e Fraternidade.
Clicar aqui para continuar a ler
Sem comentários:
Enviar um comentário