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| Auroras róseas |
Calo a noite da almofada sem glória
Estanco o rio no seu último gemido
Com incorporada prece em oratória
Faço-lhe devoto um grandioso velório
Iluminado de sonhos em pó de estrelas.
Amortecida do silencioso quebranto do rio
Desperto o dia que nasce esguio
Levanto as velas dobradas do navio
Respiro o mar num primeiro suspiro
E o céu cintila preces de auroras e futuro.

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