De partícula divina na génese do embrião
E no impossível sonho de a felicidade atingir,
O homem pensa ave e peixe num só pulmão,
Sem asas voa no ar nas barbatanas a fingir.
Inventa a criação do seu próprio semblante
E no amor é delírio e metamorfose em vida.
Místico insano a dormir em solo verdejante
Poeta e insigne pintor, quimera da musa querida.
Na mão segura uma flor que observa com doçura
Na outra uma pedra polida apanhada do chão.
Sabe que a poesia vai além do aroma da flor formosura
E da pedra fria, pois as duas são amor universal e dimensão.
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