Luz de esperança (Buganvília. Foto original da autora)
Quisera eu nunca perder a alegria
Aquela alegria que faz mover a vida
E na certeza nada temia.
Quisera eu nunca perder a energia
Aquela que faz abrir as asas
Contra o tempo e a ventania.
O inesperado não se espera
Na calma das horas desperta
Arrasta-se no silêncio da areia
Nas fendas sem reserva.
Tece uma delicada renda de crivo
E de ilusões tolda o juízo.
Nesta falência de mim
Em demente urgência do ser
Busco nas memórias felizes
Os claros instantes que perdi
Os que faziam mover o sorriso
Das flores do meu jardim.
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