quinta-feira, 20 de abril de 2017

O silêncio da alma

O silêncio da alma

Sentada à soleira da porta

 dou comigo a ouvir o som da brisa,

Que me toca serena num viço de saudade como se a chamar-me.


O silêncio fez-me erguer os olhos à altura do céu,
Passando pela folhagem que se movia lentamente.

Todos os sentidos se puseram em sentido emudecidos.
E uma conhecida paz bateu-me no peito como há muito não batia.

Depois de insana descida aos abismos de humana loucura
Real é a essência desta luz natural que não se deixa apagar.

Que venham ferozes os abutres à minha carne

Que jamais irão sentir o gosto da minha alma.

Sem comentários:

Enviar um comentário