| O beijo da quietude |
Quietos os abismos sossegam num canto da paz
De mentira a dor não sente do seu nome a
esperança
Nem a tristeza sonha palpitante a vida dos
rios.
Que a paz abraçou cansada da luta e a vida
infinita.
Seguras as correntes descem os peixes na
desova da vida
Não precisam de subir o preceito do medo e
da segurança.
O poema cresce e na fonte da melancolia as
letras acamam perenes
Enganado o tempo emudeceu vazio de tanta
vida que esqueceu.
A paz reencontrou um novo amor sem se
importar a quem traiu.
É doce o beijo da quietude e sereno o sono
longe dos cansaços.
Será o amanhã o mesmo de hoje e o futuro é a
magia de um traço.
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