quinta-feira, 18 de maio de 2017

Magia de um traço

O beijo da quietude


Quietos os abismos sossegam num canto da paz




 De mentira a dor não sente do seu nome a esperança 

Nem a tristeza sonha palpitante a vida dos rios.
Que a paz abraçou cansada da luta e a vida infinita.




Seguras as correntes descem os peixes na desova da vida

Não precisam de subir o preceito do medo e da segurança.


O poema cresce e na fonte da melancolia as letras acamam perenes
Enganado o tempo emudeceu vazio de tanta vida que esqueceu.



A paz reencontrou um novo amor sem se importar a quem traiu.

É doce o beijo da quietude e sereno o sono longe dos cansaços.



Será o amanhã o mesmo de hoje e o futuro é a magia de um traço.

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