Onde pára a inocência,
A alegria da brincadeira,
Do olhar de espanto
Na descoberta da cor
De uma pequena flor?
Do olhar em perseguição
De uma borboleta a voar
Nos braços estendidos ao sol
Para a tentar apanhar?
No deslumbramento das estrelas
Que da janela espreita
Numa noite clara de luar?
Como poderei colocar
Um sorriso ao poema
Se ele insiste em pedir
Que o ponha a chorar
E o leve para alto mar
Para nele se diluir em pesar?
Sangram as rosas por abrir seus
botões
Que atravessam no mar as brumas
Da escuridão da fome e da guerra
Em fuga sem nome e sem terra…
Umas serão flores eternas na cor,
Farão um jardim no fundo do mar,
Outras viverão em tendas sem lar
Sem lugar onde crescer em flor.
Outras serão o que Deus quiser.
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