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| Expansão |
Deixa-me ser pequenina, amor
Nos teus braços largos protegida
Assim, do
tamanho de uma flor
Pequenina, simples,
bem definida
Deixa-me ser
assim pequenina
No tempo das
árvores não nasci
Deixa-me ser
a tua rosa canina
A mais
simples e singela que já vi
Duas pétalas
brancas em cada mão
Para sempre
em branco tatuadas
E tua serei
nas mãos e no coração
De ti, sem o
veres, farei rosas aladas
Muito além
das estrelas voarás
Que te
levarão a êxtases eternos
Alma
infinita no infinito serás
Astro e luz
nos espaços ermos
Multiplico
mil do suculento fruto
Brilharei no
sol da tua pétala-mão
Dou-te o
suave aroma e o usufruto

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