domingo, 2 de julho de 2017

Deixa-me ser pequenina, amor

Expansão 





Deixa-me ser pequenina, amor



Nos teus braços largos protegida



Assim, do tamanho de uma flor 


Pequenina, simples, bem definida



Deixa-me ser assim pequenina

No tempo das árvores não nasci

Deixa-me ser a tua rosa canina

A mais simples e singela que já vi



Duas pétalas brancas em cada mão

Para sempre em branco tatuadas

E tua serei nas mãos e no coração

De ti, sem o veres, farei rosas aladas



Muito além das estrelas voarás

Que te levarão a êxtases eternos

Alma infinita no infinito serás

Astro e luz nos espaços ermos



Multiplico mil do suculento fruto

Brilharei no sol da tua pétala-mão

Dou-te o suave aroma e o usufruto

Mas deixa-me pequenina sem condão

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