sábado, 29 de julho de 2017

Fogo




É do fogo a energia embalado no canto da sereia.


Magnético o seu olhar liquefaz o poder do mais forte,




Secando a fruta e a semente da promessa de mesa cheia,


A loucura toma líquidas as línguas a saciar toda a sorte.



Virá o tempo do desnorte da lua, perdida no frio da madrugada.

Vileza e ganância serão desmembrados ossos de rendas sombrios.



A coruja cantará a rouquidão dos gritos e a secura da ramada,

E a alma humana, outrora rica e soberba, suave acalmará nos rios.



Não é do céu ou da terra da morte esta chama mal-sã,  

Nem o inferno se agita da maldição do tempo traidor.



Porque maligna a serpente é da terra e da boca a maçã,


O paraíso está longe no longor do traço onde fica o amor.

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