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| Esplendorosa seiva a chama / De amor o coração se deleita / e nas sementes a seara acama. |
Foram botão e broto, foram verdes de destino
Do sol absorveram a seiva sem perderem o tino.
No maduro
fruto polinizado em mística labareda
Danço no pó
de ouro e prata o festim da sua queda,
Na leveza do
tempo do já vivido e nada ter à espera.
Felizes os
que aceitam insolúvel o declínio
E libam o
sangue até à última gota
Sem perderem
o equilíbrio.
Novas gemas do
amor brotarão
Quando a seara iluminar a aurora noutra estação.

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