quinta-feira, 26 de outubro de 2017

Seara d´amor

Esplendorosa seiva a chama / De amor o coração se deleita / e nas sementes a seara acama.





Foram botão e broto, foram verdes de destino

Do sol absorveram a seiva sem perderem o tino.



No maduro fruto polinizado em mística labareda
Danço no pó de ouro e prata o festim da sua queda,
Na leveza do tempo do já vivido e nada ter à espera.

Felizes os que aceitam insolúvel o declínio
E libam o sangue até à última gota
Sem perderem o equilíbrio.


Novas gemas do amor brotarão
Quando a seara iluminar a aurora noutra estação.
 






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