Se a liberdade é ser livre como as aves
De ilusão
dignos são os entraves
Mágica a
realidade tropeça na acção
E desvios do
egoísmo fazes condenação
Sem o rumo
certo nem aprumo
És árvore
curvada sem prumo
Ondeias à
deriva dos ventos
Infantil
caprichas nos elementos
Infliges
agruras, longos sofrimentos
Alimentas
ódios de falsos ornamentos
E nas ruas
cintilas ouro a fingir beleza
Cínica
encalças dos sonhos a presa
Sucede longa
sombra à beleza
Com total
impunidade e frieza
Pétala a
pétala a terra desflora
A morte
espreita e lenta aflora
Breves os
suspiros d´alma revolvem
Emoções em
fragmentos sacodem
Invertendo
as florações da primavera
E no estio é
do fogo a negra quimera
As raízes do
sangue cobrem-se dor
As flores
implodem em gritos sem cor
Da loucura a
humanidade ganha asas
E outros
sonhos nascem das brasas
Desfraldam-se
terras e sementes
Em
movimentos de fadigas dementes
Rasgando em
espiral o céu paciente
Desintegram
plácido o corpo dolente
Mas das
cinzas é eterna a substância
Pura renasce
a alma e rosa a infância
E divinos os
genes da humanidade
Serão fulgor
cósmico da liberdade.
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