sábado, 18 de novembro de 2017

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Acordei ao som do rouxinol

Com uma inabalável ânsia 

 

Em íntima união com o sol
De sentir a terra e a fragrância
Abro as janelas ao universal
Licencio o ar para nelas entrar
Clarividente gesto natural
De renovo um bom dia almejar
Abro as mãos na horizontal
Permito o sangue circular
Em tempo sem respirar
Leve cedo à fluidez do ar
...
Às células brindo o corpo de maresia
Que desfloram de amor a manhã
Pelas vivas centelhas de poesia
Que inspiram láctea a lua galã

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