terça-feira, 26 de dezembro de 2017

A solidão tira o brilho da vida



Apenas a solidão tira o brilho da vida

Turvando o coração sem luar.


Passou a estrela de Natal
Que não cintilou no prato sem lar.
O frio fecha todas as portas
E os filhos não vêm festejar.
O corpo dobra-se no aconchego fetal,
Como se guardasse o coração
E a luz que nele sobra ainda
Que brilha nas comportas dum búzio
À espera da estrela da libertação.

Só preciso duma palavra Tua
Aquela que fecha todas as fendas
Por onde entram as trevas
E rasgam em fiapos a alma nua.

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