Apenas a solidão tira o brilho da vida
Turvando o coração sem luar.
Passou a
estrela de Natal
Que não cintilou
no prato sem lar.
O frio fecha
todas as portas
E os filhos
não vêm festejar.
O corpo
dobra-se no aconchego fetal,
Como se
guardasse o coração
E a luz que nele
sobra ainda
Que brilha nas
comportas dum búzio
À espera da
estrela da libertação.
Só preciso
duma palavra Tua
Aquela que
fecha todas as fendas
Por onde entram
as trevas
E rasgam em
fiapos a alma nua.

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