domingo, 3 de junho de 2018

Um cálice

Pérolas minhas.



Do sangue vertido das pedras

Em cada pé fiz um cálice

Do tempo a sua medida.

...
Dão-me  calor e conforto
Nas tempestades do  inverno
Que ensombra a memória.
...
E no verão não deixam
Abrandar a ternura
De pisar a areia branca
De uma  praia molhada.
...
Docemente me levam
À vida com frescura
...
Como quem anda
Por cima das águas.
Meu corpo assenta em duas pérolas
Que deslizam sobre as pétalas.

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