Gosto de poemas de amor, quando bem escritos.
Um poema com sabor a mel e aroma de jasmim. Que seja de inspiração para a alma e dê conforto ao coração... mas que não arrepie e vire maldição por quem o leia, nem atraia sentimentos de despudor.
Que seja lido por quem ame as palavras e lhes dê a dignidade no sentido mais poético ou real.
Quando souber escrever poemas de amor, saberei que de mim me libertei e da nascente os versos serão finalmente rio e o rio será mar.
Tenho consciência de que pouco sei,
Nem me compete muitas coisas saber.
Ninguém sabe tudo nem certezas deve ter.
Ando perturbada com o que está a acontecer,
Alguma coisa errada e muito feia
Está no lume a arder.
Quantos não se vão arrepender
Do mal feito, por uns,
E de outros nada fazerem...
Para o mal deixar de arder.
Terra queimada,
Morte renascida
Mais rápido que a vida.
Se a vaidade pagasse imposto,
os políticos seriam os «Grandes Contribuidores»,
e o povo deixaria de pagar
a charlatães enganadores.
O peso da solidão é proporcional à qualidade do pensamento.
Quanto melhor se pensa, menos pesada é a solidão.
Somos frágeis de mais na arrogância de sermos grandes, e quanto maiores queremos ser e o horizonte se alarga, menos somos do mundo e a vida não nos pertence.
De tanto quererem, os humanos não chegam a ser verdadeiros humanos conscientes do seu verdadeiro poder. Não sabem que quanto menos procurarem, mais encontram, livres da agitação de tudo querer ter.
Ser sendo no que fazem... com prazer.
Em Portugal e um pouco por toda a Europa, ou quiçá o mundo, os políticos eleitos são os que mais mentem e menos fazem pelos seus povos e pela vida, a culpa é de quem?
Poderá haver uma crise de pensamento a favor de um excesso de emoções, de acreditar no paraíso, numa tela de imagens e verborreia mental pintado por artistas, de teatro e microfone, que facilmente atraem públicos vulnerabilizados pela desorientação provocada pelas dificuldades da vida do dia-a-dia.
A esperança não morre, mas as lutas dos que pensam com lucidez também não morrem.
Rebuscando memórias, reafirmo e acrescento:
Vários são os perigos que ameaçam a humanidade e o mundo neste momento.
Em todos os tempos da História houve sempre algum perigo, aqui e ali, ameaças à integridade de algum segmento da humanidade, mas tão grave como agora, não (exceptuando, talvez, as duas guerras mundiais).
Os políticos de hoje, sobretudo os que têm peso no mundo, e nos respectivos países, são tão medíocres que estão a desequilibrar o planeta Terra e a fazer nascer ditadores camuflados de democratas e humanistas.
Deveria haver um limite para tudo, sobretudo para o enriquecimento.
Nada é legítimo!!!
Considerem o desequilíbrio entre os mais ricos e os mais pobres e as armas que ameaçam uma possível 3.ª guerra mundial.
O planeta está dividido e uma caldeira a ferver pronta a explodir.
A utopia virá um dia a deixar de o ser.
E quando isso acontecer o mundo será outro e as consciências se abrirão.
Faço parte de um clube sem nome.
Nunca militei nem registei nalgum partido.
Não é uma questão de ter mais ou menos liberdade, na minha opinião. Falo por mim, consciente do antes 25 de Abril e do após.
Vi como nasceram, como cresceram os partidos, e como o facciosismo é um veneno à liberdade, um perigo para a sociedade e a morte dos ideais, para não falar dos dirigentes partidários que foram, são e serão os governantes do país.
Sei que é um assunto polémico em «democracia». As aspas é para dizer que num país onde a justiça não funciona, não há democracia. A base que sustenta a liberdade e os deveres e direitos cívicos, o que rege a democracia, é a justiça.
Ao contrário do que dizem os políticos, não é o direito de votar que define um regime. É o direito de votar e a liberdade e o respeito pelas leis, de preferência bem feitas e claras para qualquer cidadão as perceber, onde os deveres valem tanto como os direitos.
Crónicas, frases soltas, pensamentos. O que me trazem os dias.

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