«A medida do amor é amar sem medida», Sto. Agostinho / «Se as crianças se desenvolvessem tal como são a princípio, só haveria homens de génio neste mundo», Johann Wolfgang Goethe
quinta-feira, 15 de julho de 2021
Vamos brincar ao faz-de-conta?
Vamos brincar ao faz-de-conta?
Apetece-me viver no faz-de-conta
Não olhar as nuvens que passam
Antecipando futuros sem conta
Histerismos, paranoias que se instalam.
Fura-vidas furando grossas fileiras
Daninhas flores de ervas bonitas
Enchem campos de azedas trincheiras
A somar às trepadeiras emotivas.
Há pobres no mundo, aqui e além-mar
Peixes de todas as cores e formas
Vão de lés-a-lés para se alimentar
No lixo dos sem-razão em comas.
Vozes… vozes… vozes aos milhões
Levantam-se, trepidam, vociferam
Do submundo orgásmico dos biliões
Trazem a capital bandeira que elevam.
Apetece-me viver no faz-de-conta
Do mau tempo e do frio não reclamar
O sol é uno e brilhante na viva onda
Somos felizes, estamos on a soletrar.
Cantemos o hino da alegria
Dancemos em vez de andar
Apostemos no sol de cada dia
E na lua que nos guia sem tardar.
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