quinta-feira, 15 de julho de 2021

Vamos brincar ao faz-de-conta?

Vamos brincar ao faz-de-conta? Apetece-me viver no faz-de-conta Não olhar as nuvens que passam Antecipando futuros sem conta Histerismos, paranoias que se instalam. Fura-vidas furando grossas fileiras Daninhas flores de ervas bonitas Enchem campos de azedas trincheiras A somar às trepadeiras emotivas. Há pobres no mundo, aqui e além-mar Peixes de todas as cores e formas Vão de lés-a-lés para se alimentar No lixo dos sem-razão em comas. Vozes… vozes… vozes aos milhões Levantam-se, trepidam, vociferam Do submundo orgásmico dos biliões Trazem a capital bandeira que elevam. Apetece-me viver no faz-de-conta Do mau tempo e do frio não reclamar O sol é uno e brilhante na viva onda Somos felizes, estamos on a soletrar. Cantemos o hino da alegria Dancemos em vez de andar Apostemos no sol de cada dia E na lua que nos guia sem tardar.

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