sábado, 17 de setembro de 2016

Conversas privadas... com Deus


(...) As paredes do escritório são de cor clara. Dizem que as cores claras absorvem a luz e o calor, talvez aborvam também pensamentos e as conversas que tenho com Deus, ou com elas… Se as palavras se contiverem talvez pudesse subtraí-las com um decapante… e as emoções jorrariam nas suas diversas cores pelas paredes, que guardaria em negros frascos de cristal opaco, devidamente acondicionados e protegidos.

Os pensamentos chegam e partem como o vento, umas vezes brisa, outras vendaval; apesar de a maioria não ficar na superfície da memória, outros há que ficam teimosamente mesclados de emoção.


Foi noticiado recentemente um acontecimento que me provocou uma catadupa de memórias de pensamentos antigos, já macerados e devidamente limados, ao longo do tempo, dos excessos que temperam a emoção. Confesso que me chocou ver e ouvir tal notícia na televisão sobre os Comandos da Amadora, que, já nos idos anos 80, tinham fama de ser tropa violenta para quem lá entrava, contra-indicada para «fracos e homossexuais». (...) Continua... clicar aqui.


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