quinta-feira, 30 de novembro de 2017

Zé Pedro faleceu - Xutos e Pontapés


Hoje, 30 de Novembro partiu ZÉ PEDRO :-( Fundador da banda rock Xutos & Pontapés
José Pedro Amaro dos Santos Reis (Lisboa, 14 de Setembro de 1956 - Lisboa, 30 de Novembro de 2017), foi um músico português, guitarrista e o fundador dos Xutos & Pontapés.

Filho de um militar, José Pedro Amaro dos Santos Reis, de seu nome completo, nasceu na noite do dia 14 de Setembro de 1956, na ala do exército do Hospital Militar da Estrela, em Lisboa. Partiu ainda muito novo para Timor-Leste, onde o pai estava destacado.
Aos seis anos, Zé Pedro regressou a Lisboa, onde, anos mais tarde, fundou a banda Xutos & Pontapés.
Zé Pedro chegou a ser consumidor de drogas. Assumia abertamente esse facto e, orgulhava-se de estar completamente recuperado. Teve hepatite C, desde 2001, doença que quase lhe custava a vida e o obrigou a um transplante de fígado em 2011.
A 19 de Janeiro de 2013, casou com Cristina Avides Moreira.
Faleceu hoje,  dia 30 de Novembro de 2017, aos 61 anos, vítima de doença prolongada de carácter hepático.

Optimus Alive'11 - Xutos & Pontapés com Zé Pedro de regresso aos palcos


Aos 22 anos, Zé Pedro fundou os Xutos & Pontapés após colocar um anúncio no jornal: "Baterista e baixista precisam-se para grupo punk". Com efeito, em Dezembro de 1978, Zé Pedro, Kalú, Tim e Zé Leonel formam os Xutos e Pontapés, dando o primeiro concerto a 13 de Janeiro de 1979, com Zé Leonel na voz, Tim no Baixo, Zé Pedro na guitarra e Kalú na bateria, na sala Alunos de Apolo para a comemoração dos 25 anos do Rock & Roll.
O músico era conhecido pela sua enorme alegria em cima do palco e fora dele.
A 4 de Novembro do presente ano, Zé Pedro participava naquele que viria a ser o seu último concerto com os Xutos & Pontapés, que decorreu no Coliseu de Lisboa.
O velório  realiza-se no Mosteiro dos Jerónimos em Lisboa, a partir das 16:00, onde, no sábado, é celebrada missa de corpo presente, pelas 14:00.
O funeral e a cerimónia de cremação, que se realizam em seguida, são reservados à família, disse a Agência Lusa.

Negras como a Noite

Apesar de ser o guitarrista ritmo da banda, ele é considerado um ícone para o rock português, e é compositor de alguns clássicos dos Xutos como "Submissão" (onde participa como vocalista), e "Não Sou o Único".
Em meados dos anos 90, durante uma pausa do grupo, participou em conjunto com o colega de banda, Kalú, na banda de Jorge Palma, Palma’s Gang.
Colaborou com a Antena3, onde apresentou com Henrique Amaro o programa "MúsicaAvariada".
Em 2004 teve uma participação especial no filme «Sorte Nula», de Fernando Fragata, onde interpretava um recluso evadido. Foi a sua banda, Xutos & Pontapés, que fez a banda sonora desse mesmo filme.
Com Alexandre Soares, Gui, Pedro Gonçalves, Jorge Coelho e Fred Ferreira gravou uma versão de "Call Up" dos The Clash.
Em 2007, uma das suas irmãs, Helena Reis lançou o livro "Não Sou o Único" que conta toda a vida do guitarrista.
Até recentemente, Zé Pedro foi também DJ e teve uma rubrica na rádio Radar.
Em 2011 formou o supergrupo Ladrões do Tempo com Tó Trips (Dead Combo), Pedro Gonçalves (Dead Combo), Samuel Palitos (ex-Censurados) e Paulo Franco (Os Dias De Raiva e Dapunksportif). Esta banda iria surgir com o tema "Mora Na Filosofia" no álbum Convidado: Zé Pedro, editado em 2011.


Sozinho na noite
Um barco ruma para onde vai.
Uma luz no escuro brilha a direito
Ofusca as demais
E mais que uma onda,
mais que uma maré
Tentaram prendê-lo impor-lhe uma fé

Mas, vogando à vontade,
rompendo a saudade
Vai quem já nada teme,
vai o homem do leme
E uma vontade de rir,
nasce do fundo do ser
E uma vontade de ir,
correr o mundo e partir
A vida é sempre a perder
No fundo do mar
Jazem os outros,
os que lá ficaram
Em dias cinzentos
Descanso eterno lá encontraram
E mais que uma onda,
mais que uma maré
Tentaram prendê-lo,
impor-lhe uma fé
Mas, vogando à vontade,
rompendo a saudade
Vai quem já nada teme,
vai o homem do leme
E uma vontade de rir,
nasce do fundo do ser
E uma vontade de ir,
correr o mundo e partir
A vida é sempre a perder
No fundo horizonte
Sopra o murmúrio para onde vai
No fundo do tempo
Foge o futuro, é tarde demais
E uma vontade de rir
nasce do fundo do ser
E uma vontade de ir,
correr o mundo e partir
A vida é sempre a perder


O Homem do Leme
Contentores
Chuva dissolvente

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