A cidade
canta luzes
A açucena
canta branco.
Deito-me,
levanto-me e canto
E penso como
é bom cantar
Como é imenso
as mãos tuas acordar.
Descobrir
alegria dentro da angústia
A suavidade
e a loucura que param em mim
O
exuberante, perturbador perfume do jasmim.
Canto o amor
que atravessa o infinito
Aquele amor
que desvenda o corpo e o espírito.
Penso nas
cordas da madrugada dos violinos
Anjos presos
às estrelas a dançarem à lua
E dos seus reflexos
emergem ninfas os seus hinos.
Penso-me a baixar
do areal ao fundo do mar
Para achar
do teu coração o poema onde habito.

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