segunda-feira, 13 de novembro de 2017

Mar de estrelas



A cidade canta luzes
A açucena canta branco.
Deito-me, levanto-me e canto
E penso como é bom cantar
Como é imenso as mãos tuas acordar.

Descobrir alegria dentro da angústia
A suavidade e a loucura que param em mim
O exuberante, perturbador perfume do jasmim.
Canto o amor que atravessa o infinito
Aquele amor que desvenda o corpo e o espírito.

Penso nas cordas da madrugada dos violinos
Anjos presos às estrelas a dançarem à lua
E dos seus reflexos emergem ninfas os seus hinos.
Penso-me a baixar do areal ao fundo do mar
Para achar do teu coração o poema onde habito.

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